terça-feira, 28 de abril de 2009

Você, eu não sei. Mas, eu sai do Bruxo do Cosme Velho.

Passeando pelo blog do Marcos, vi o teste "Que livro é você", e este por sua vez, viu o mesmo no blog da Paloma. Como eu não podia ficar de fora dessa, também fui lá, cliquei e descobri qual best-seller da literatura nacional eu seria.
Não acredito muito nesses testes de personalidade, sejam eles de revistas, sites e coisas afins, mas não posso negar que a descrição do livro, coincidentemente (ou não), se encaixa na pessoa que sou.

TCHAM-TCHAM-TCHAM.....

Eis aqui o resultado:


"Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis


Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro... Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem.

"Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.




Uma vergonha, mas devo admitir que não li este clássico, assim como o fiz com toda a obra de Machado de Assis. Providenciarei a leitura de algum, quem sabe este citado.
Não é mentira quando os professores dizem que devemos ler os grandes autores do nosso país. Fico totalmente por fora quando o assunto é o famoso Bruxo do Cosme Velho, nosso Machado de Assis.
Sou mesmo uma negação.

10 comentários:

Adriano Ferreira, CM disse...

se vc é mesmo "memórias póstumas", sou seu fã. hahaha.

aproveitei para fazer o texte, eu que pensava ser "grande sertão: veredas", acabei como "morte e vida severina". dos males o menor.

abraço.

P. disse...

Oi, Natália! Tava com saudade de comentar aqui, hehe

Bem, eu li o início do livro e digo que gostei bastante; não prossegui porque como era de uma biblioteca e estava em época de provas, não pude me dedicar o suficiente ao mesmo. Mas faço planos de relê-lo!
Uma das muitas coisas interessantes e engraçadas que me recordo de
Brás Cubas ter dito é que escreve depois de morto pois não quer ser tomado por um autor defundo e, sim, por um defunto autor.
Mas olha, se alguém precisa se envergonhar aqui sou eu, que vou prestar vestiba pra Letras esse ano e desses livros classudos só li efetivamente Lucíola e Noite na Taverna... ¬¬
De qualquer forma, os professores não blefam quando dizem que devemos ler os grandes autores do nosso país. [2]


E quanto às nossas publicações não-prestativas, ao contrário de você que as manteve como exemplo a não ser seguido, fui intolerante não só com as postagens do Pausa como também com blogs anteriores inteiros. Esse só não teve o mesmo destino porque me desafiei a ser relevante no que escrevo, mas isso já é outra história heuahuea
Apesar de tudo, mantendo ou removendo escritos, ver que aquilo não nos condiz mais é bom no sentido de que estamos num patamar acima.
E obrigada por achar que meus rabiscos prestam... Bom saber que alguém de fato se presta a ler o que escrevo :~


Como você disse que não tinha lido Memórias Póstumas antes, tomei a ousadia de capturar um pedaço do início do livro no meu livro de português da 8ª pra te mostrar. Segue abaixo:

P. disse...

CAPÍTULO PRIMEIRO /ÓBITO DO AUTOR


ALGUM TEMPO hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.

Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia - peneirava uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa idéia no discurso que proferi. à beira de minha cova: "Vós, que o conhecestes, meus senhores vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado."
Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei.

~.~Dany~.~ disse...

Adorei seu blog!Voltarei sempre!
Bye

Mr.Kyle" disse...

olá, desculpe pela invasão.... Sou amigo de Longa data da Paloma (13 anos ou mais) logo acredito sim, que se você esta naqueles quadradinhos de seguidospela mesma, é por que vale a pena visitar, e assim o fiz, passei os olhos rapidamente nos seus posts, E decidi comentar justo nesse. Não tão somente por ser um belo livro o atribuido a sua personalidade, mas pelo geral. Confesso-te que ao contrario da minha maninha (paloma) não sou um grande devorador de livros, leio sim, uns hojes outros daqui a um mês e até por isso esse é um dos tantos livros que gostaria de ler mas nunca li.
Ano passado em 2008 tive a grande experiencia de conhecer mais a fundo o grande Machado de Assis, não tão somente por ele ser o patrono da minha formatura, mas por trabalhor que desepenhamos sobre ele ao redor do ano. E digo que foi com imensa satisfação que eu recebi a noticia do professor responsavel pela formatura que eu juntamente a uma amiga de sala, iria fazer aleitura dramatizada de uma pequena crônica de Machado, uma que fala sobre a linha e a agulha e que traz,uma grandelição no final. (acho que já meperdi nesse imarranhado de comentarios que fiz) bom, pra terminar digo te que deve possuir grande personalidade por tal livro "te representar", e digo que te "seguirei"para que depois possa com mais calma observar seus "posts" e comentar nos mesmos.
beijos Anderson M. Gama"

Ronaldo disse...

vou fazer esse teste tambem, fiquei curioso para saber

bjsss

Marcos Pinheiro disse...

Ó, já tem Trident no Ponto.

O Frango... ® disse...

eu sou o Memórias póstumas de Brás Cubas também!! ^^

Alexandre Silva disse...

Eu sou um livro do Augusto Cury oO

"admirador do estilo de vida norte americano..." eu hein :/

Carol disse...

Fiz esse teste e deu "O alquimista"... Gostei disso não.. ¬¬

maaas vc combina perfeitamente com o "Memórias Póstumas" ..
huahushasa
de ironia vc entende mto bem..!