Parte 1
Conheci Alfa numa des

Em meio a tantas conversas, Alfa me disse que era professora. Tinha feito um tal de magistério, e eu fingi saber o que diabo era aquilo. Estudou na capital, mas como não conseguiu se sustentar por lá, estava de volta à sua terra natal. Contou-me também que de seus parentes, só lhe restou uma tia gorda e já velha, D.Mirtes. E assim eu escutei as suas histórias com toda atenção e prazer que nunca havia dado à ninguém. É... A minha trepadinha tinha ido embora, ela não era putinha nem nada parecido, era uma professorinha linda e pura. Chegando ao seu destino, agradeceu-me a viagem e nossa prosa e me deu um beijo no rosto. Rapaz! Parece que todo o meu sangue subiu à cabeça, que eu senti um calor, uns "arrepio", vontade danada de tascar uma beijoca naquela boquinha de moça virgem. Liguei o caminhão e acelerei, já decidido a seguir meu rumo. Quando olho no retrovisor e a vejo me dando tchau, acenando com suas mãozinhas. Diacho de bicho sedutor é esse, que é mulher,sô! Mal havia conhecido a peste e já tava todo besta, eita que eu não me amarro fácil,não! Olhei pra frente, forçando o acelerador como se com isso me convencesse a ir embora.
Quando já estava saindo da pequena cidade, vejo uma faixa com os dizeres: PRECISA-SE DE PEDREIRO. URGENTE. TRATAR COM TIÃO. Foi então que juntei a fome com a vontade de comer. Já estava cansado de viajar, há 6 meses na estrada, precisava de um descanso e ainda iria morar perto de Alfinha (foi o apelido que eu dei à ela). Parei o caminhão e conversei com o interessado. De começo nossa conversa ficou meia besta: Oi, o senhor é o seu Tião? Sim, o próprio. Prazer, Betão. Lhe disse da minha experiência no ramo e logo fui contratado. A mão-de-obra estava em falta. A maioria da cidade era habitada por índios, e eles só sabiam construir ocas e pendurar redes. O salário não era muito"bão" não, mas pobre já está acostumado com a pobreza, então sabia me virar com pouco.
A partir desse dia, minha vida nunca mais seria a mesma, por que no dia seguinte fui procurar por Alfinha...
(to be continued...)
5 comentários:
Hm... Quero saber no que isso vai dar. Será que a imaculada Alfinha receberá de bom grado uma possível investida? [/rádio novela]
Ah! "Um tal de magistério"... rs
Natália, fiquei preso ao seu conto. Fui seguindo e imaginando tudo. Fiquei feliz por ver o Betão respeitar a Alfinha. Não via a hora do FINAL FELIZ. Mas...hehehe!
Amanhã eu corro aquí prá ler mais um capítulo. Valeu!!!
Beijos com carinho. Manoel.
Natália "Verrissímo" Coelho! Sério, mais uma vez fui me envolvendo e criando cada cena e personagem em minha mente. Não sei onde mais arrumar adjetivos pra te elogiar!
Menina, sabe de uma coisa? Junta esses contos e crônicas daqui e monta um livro sô! Ou melhor... Monta um livro com inéditos! Fico cada vez deslumbrado com tamanha imaginação nessa sua cabecinha. Parabéns mil!
Cadê a segunda parte, muié? Tô ansioso já de tanto esperar pelo desfecho dessa história!
(...)Oi, o senhor é o seu Tião? Sim, o próprio. Prazer, Betão.(...)
Gargalhei nessa parte. Vô lá ler a continuação. =P
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