quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Eles não me lêem

A maioria dos blogueiros, cria um blog no intuito apenas de se expressar e compartilhar a sua visão acerca do mundo com outras pessoas. Até aí, tudo bem. Porém, há sempre aquela eterna esperança de que os outros irão gostar das nossas idéias, opiniões e criações, e mais, que irão deixar comentários decentes e construtivos, para nós, os autores. Se aprofundarmos mais nessa doce esperança, ainda iremos desejar que os " comentaristas" voltem constantemente ao nosso espaço, afinal isso é um sinal de que estamos fazendo algo bom.

Ok, até aí não falei nenhuma novidade e nem cheguei a explicitar a razão desse texto que vai se criando neste instante. Agora sim, começarei a adentrar no objetivo final. Voltemos à origem do blog. Vontade de se expressar, certo? Certo. Levando esse desejo para além deste espaço, para a vida real, eu me pergunto: com quem ou o que exerço essa atividade? Como eu me expresso no mundo cá fora? E a pergunta que não é surpresa para ninguém, é: com meus amigos e minha família,ora. São eles que absorvem forçadamente ou não, tudo o que sou e exprimo.

Agora retornemos novamente ao blog. É um espaço meu, com idéias minhas e que querendo ou não tem a minha personalidade, o meu toque. E mais uma vez, é onde eu decidi expor e extravasar a minha criatividade (ou a falta dela). Depois de um ano e oito meses de existência, muitas pessoas passaram por ele e deixaram sua marca. Também construí parcerias e conquistei leitores fiéis, criando uma relação até mesmo de amizade.

Tudo bem, até aí é um processo natural que acontece com todos nós que apreciamos esse mundo dos bloggers. Mas há muito tempo eu vinha pensando: porque não consigo unir o real e o mundo virtual?
Explico. Porque não me foi possível fazer com que meus amigos e família, os que de fato me conhecem sem ao menos eu precisar me expressar, lessem e comentassem aqui?

Não sei se o mesmo ocorre com vocês. Mas meu pai não sabe da existência do P.G e creio que se lesse muitas coisas por aqui, ficaria pra lá de surpreso. "Poxa, minha filha, você disse aquilo?!" Minha mãe até sabe, mas nunca nem me leu. Meus irmãos,hunf...têm preguiça. Uma tia minha descobriu, leu e logo disse; "Menina,não sabia que você gostava de escrever! Que coisa!Tá muito bom,viu?"; Os amigos sabem e muito raramente fazem uma visita aqui, por que eu falo e ainda deixo o link no Orkut. E desses poucos amigos que me leem, nenhum comenta. E eu pergunto:
- Por quê vocês não comentam? As suas opiniões são as que mais contam, poxa!
(pra não dizer outra palavra)
E todos eles respondem:
- Ah, eu não sei comentar direito. Não sei escrever intelectualmente como "esse povo" escreve.

Aff. Primeiro, se todos fizessem comentários intelectuais, eu estaria no paraíso. Segundo, nem eu escrevo coisas intelectuais, não teria direito de exigir isso. E terceiro, comenta porra, amigos são pra isso. A família eu perdoo, até porque tem textos que é melhor que eles não vejam mesmo.

Mas eu já me conformei. Que me abandonem aqui, não são todos que apreciam a leitura. Eu (finjo que) entendo. Já me habituei a me expressar aqui e lá fora, exercito mais o pensamento. Quem sabe, não seja essa a vantagem? Eu sei que eles não precisam disso aqui para compreender meus mais profundos pensamentos, é o que me consola...
[momento cuti cuti off]

Então queridos leitores "desconhecidos", isso lhes soa familiar, ou vocês conseguiram trazer os seus para o nosso mundo?

É, me dirijo apenas à vocês. É como eu falei, eles não comentam mesmo...

14 comentários:

Paloma Sousa disse...

De primeira pensei que o texto se referia aos que não lêem uma linha de nada mas comentam apenas para receber visitas, sabe? :~

Respondendo: me soa bastante familiar - embora, no meu caso, não tenha me passado pela cabeça mostrar meu blog à família tanto porque eles nem sonham comigo enquanto pseudo-contista/cronista quanto porque morro de vergonha de divulgar mostrar o site para qualquer um, mesmo a outros blogueiros.
Meus amigos?..., bem, já mostrei uma ou outra postagem a pouquíssimos deles, que até comentaram, mas não retornaram por conta própria.
Pois prefiro que seja assim mesmo, com poucos mas participativos leitores, que me lêem por acaso. Não sei lidar com a 'exposição'.

E essa foto do Tio Sam... Perfeita para a 'ocasião'!

Mas assim, e se seus pais te lessem... Como você lidaria com isso? Se sentiria à vontade?
Abraços.

Rubervânio Rubinho Lima disse...

Olá Mineira,
No correr da minha leitura de seu texto, achei que você estava tipo se despedindo do mundo virtual.

Ainda bem que não... (pelo menos ainda, né?)
Tive a impressão que era um texto de desabao em despedida.

Mas, sobre o que falastes, é a mais pura e frustrante verdade...
As vezes fico com raiva...
No meu caso, por exemplo.
Escrevo essas historinhas do cenário sertanejo, faço um trabalho de mala-diret de uns mil e tantos e-maisl que mando divulgando, gente que não sei nem quem é...
Aí, sabe o saldo? Quase ninguém vem olhar...
Deve ser pelo que você disse mesmo... acho que o povo tá perdendo o gosto da leitura e a leitura dinâmica, visual, tá fazendo com que muitos veja um texto "longo" e pense: "Ixi, vou ler todo nada..."
Os comentários, nem se fala...
Eu monitoro as minhas visitas pelo google analytics, mas também queria qu todo mundo lesse e disse uma coisinha, se gostou,se naõ gostou, quem não queria, né?
Minha mãe é uma fã dos meus escritos. Adora ler o que eu escrevo. Acho que é minha fã númeo um. Se identifica demais com minhas histórias. Mas é analfabetíssima na informática.
Pra ela vir aqui e ler, tem que eu mostrar, deixar ela sentar na cadeira do pc e ir ajudando no manuseio da internet.

Deixa eu encerrar, senão vira é uma postagem.
Um jornal.
Mas é isso, moça...
Nós blogueiros temos que lidar com isso.

http://conversasdosertao.blogspot.com

Rubervânio Rubinho Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rubervânio Rubinho Lima disse...

Vixi... tem erro que só a gota, de digitação,mas não vou arrumar não... você entenderá;;

Só um aporte:
Constato que a gente acabaescrevendo, não para o universo todo, mas para uns cinco ou seis.
A querida amiga Paloma que o diga.

Os blog que a gente visita, na realidade, quase nunca são os todos que nós estamos seguindo....

O problema é esse....

Marcos Pinheiro disse...

Ixe como a P, pensei que tivesse falando daquele povo inconveniente, que só comenta pra receber visita. KKK... Mas também achei, como o Rubinho, que mesclava com um texto de despedida. Mas ainda bem que não, senão eu faria o mesmo.

Bom, te respondendo... Um amigo meu lê sempre que tem post novo, que eu sei! Contudo, o peste não comenta nenhum. É frustante mesmo, pois são justamente aquelas pessoas que gostaríamos de receber tais comentário, apesar dele me elogiar verbalmente.

Quanto aos meus pais... Eles ainda não se acostumaram muito com a internet, por isso não param na frente de um computador pra ler, mas se parassem, com certeza iriam se espantar com o que escrevo.[risos]

Eduardo Franciskolwisk disse...

Comigo acontece a mesma coisa: os amigos leem, mas só porque deixo o link no orkut. Alguns da família sabem que o blog existem, mas não leem e ouros nem sabem que existe.

Gostei do seu blog, vamos fazer uma parceria?

http://franciskolwisk.blogspot.com/

ve se vc curte e ai a gente troca links.

beijao

Adriano Ferreira, CM disse...

meu é engraçado, muitos dos meus amigos e parentes lêem meu blog, mas raramente postam um comentário. Motivo mais comum: eles lêem e depois vem falar comigo pessoalmente sobre. Outro motivo: muitos fazem comentários gigantescos sobre a postagem, mas mandam no meu e-mail. E outros tantos leêm e não falam nada. bom sei que quase todo mundo lê, muitos cometam, mas como "meu povo" do dia-a-dia não é lá muito blogueiro, os comentários se espalham por outras mídias...
fico feliz assim também.

abraço

Adriano

Marcos Pinheiro disse...

Miojos para o Sopão:

10. 08. 09
17 de agosto, 1 ano do "Ponto"

11. 08. 09
Caçando as palavras pra tentar voltar a escrever no blog.

12.08.09
Deixando desktop novo nos trinks!

13.08.09
[sem miojo]

14.08.09
Pensando em fechar essa budega!

15.08.09
Com uma vontade de criar personagens femininos.

.:.

Data de entrega: 22.08.09

Eduardo Franciskolwisk disse...

Já ta add lá tb!!

Jé L. disse...

Pura verdade! Meu pai também me lê, descobri isso há uns 2 meses. O curioso é que não divulguei a ele o blog, por imaginar que nao haveria interesse por parte dele na leitura. E acabei vendo nos meus históricos que ele lia, etc, rs.. Eu até gosto, mas ele tb não comenta nada.. é o jeito dele mesmo, só de me ler já fico feliz. Mas essa coisa de passar e nao deixar um comentáriozinho é realmente frustrante! Em alguns momentos tenho destinatários especiais nos posts, como esse meu último, por exemplo, aí as pessoas se retraem, nao comentam... fazer o quê, né?
Beijos, linda :*

Ronaldo disse...

muita gente faz isso mesmo, já postei sobre isso, já falei com outros blogueiros sobre isso, mas as pessoas não ligam muito para o que a gente escreve, a gente tem que se divertir com nosso blog e o que vier é lucro ;o)

bjssssss

Kaka disse...

comugo tambem acontece isso... ninguem da minha familia leu o blog.
meus amigos, alguns leem mas num deixam comentario, as vezes comentam pessoalmnete, até prefiro pra dizer a verdade u.u
meu namorado demorou mto pra ler e quando leu só criticou.
ai eu decidi deixar separada a minha vida virtual e real
sei lá, achei melhor assim
xD

Mulher Vã disse...

Olá, moça.

Interessante como as suposições estão presentes em todos os campos humanos, por exemplo eu também assim como o primeiro e o quarto 'óvulo fecundado' [hehe adorei isso], fui lendo e supondo vários motivos do desenrolar do texto. Falando em enrolar, voce faz isso muito bem [foi elogio]. O faz duma forma com que o leitor fique preso durante a narrativa esperando que por fim, a mesma chegue a alguma conclusão. Interessante que não fica chato muito menos pedante. Já tentou se enveredar pelas bandas do suspense? =P

No meu caso, os seres mais caros de minha existencia são os que menos gritam ao mundo o quanto se orgulham de mim. Mas muitas vezes nem precisa, eu já sinto. Porém, há aquela necessidade humana da presença deles aqui no meu lado virtual também. Achava que só acontecia comigo mas lendo seu post e diversos comentários a seguir..tsc! Pude ver que é bem mais comum que supunha.

O único que faz questão de que eu leia pra ele tudo que escrevo é meu vô. =)

Um beijo e hm.. que dia é hoje? Sexta. Bom fim de semana!

Vã.

Alan Salgueiro disse...

Identificação total com o seu relato, Natália! A gente se frustra um tanto com esse negócio de não ser devidamente reconhecido pelas pessoas mais próximas, com os amigos que querem 'competir', se desculpando que não farão um comentário a altura.

Nós que temos essa necessidade por expressão caminhamos por via de mão dupla em relação ao retorno que os leitores não darão: é uma mola propulsora, se não, os textos perderiam a grande magia de ganhar o mundo e repercutir nas mentes e corações alheios.

E que legal é quando surge alguém que aparentemente não tem vínculo algum com você e comenta espontaneamente, é a parte mais adorável...

Pode parecer pessimismo, mas de família, colegas e até alguns amigos, ah, destes não espero quase nada...

Belo trabalho, Natália!